quinta-feira, 16 de abril de 2009

Gasolina e troca de óleo

No Uruguai, Argentina e Chile, posto de gasolina é estación de servicio.

No Uruguai e na Argentina, gasolina é nafta.

No Chile, gasolina é benzina (pronuncia-se bencina).

Quando precisar trocar o óleo, peça pra fazer câmbio de aceite.

Se for apenas completar o nível de óleo, você precisará de um embudo, a tradução para funil.


Hospedagem


Na Argentina e no Chile é lei: toda cidade perto da cordilheira dos Andes tem um Centro de Informações Turísticas. A maneira mais simples de conseguir hospedagem é ir diretamente ao centro e perguntar sobre hotel, hostel (equivalente às nossas pousadas), campings, albergues e as populares cabanãs que abrigam de 4 a 8 pessoas.
A maioria fecha depois das 22H00, e na temporada alta, é comum encontrá-los atendendo até a meia-noite.
Todos têm um mapa detalhado da cidade e você sai de lá com as opções assinaladas, muitas vezes após um prévio contato com o local da hospedagem. Os preços também são informados no local, evitando chegar à hospedaria correndo o risco de levar uma "facada".
Na foto acima, Carlos Eduardo conversa com o atendente do centro de informações turísticas de Bariloche, na Argentina.
Ao lado, o atendente é da pequena cidade de Futaleufu, no Chile. A cidade é entrada para a carretera austral chilena, para quem vem da Argentina. Não tem nem postos de combustíveis na cidade, mas o centro de informações turísticas não falta.
Uma coisa é certa: ninguém sossega enquanto você não estiver instalado.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Camping Punta Ballena - Uruguai


Um dos lugares que não abrimos mão de passar quando vamos à Bariloche é Punta del Este, no Uruguai. Uns 14 km antes da chegada fica Punta Ballena, uma praia muito charmosa, famosa pela casa do artista Carlos Paez Villaró. É em Punta Ballena que encontramos um camping maravilhoso, cercado por eucaliptos, cujo aroma invade nosso nariz quando acordamos com o canto dos pássaros.










O Camping Punta Ballena tem todos os serviços básicos e ainda aluga uns bangalôs para quem não quiser ficar em barracas.
O valor da estadia é de R$ 20,00 por pessoa em janeiro e fevereiro. No mês de março o valor caiu para R$ 13,00 por pessoa. A desvantagem é que a "proveeduria", um tipo de mercadinho, já está fechado e é bom manter um estoque de comida no camping.







Em alguns dias do verão, o sol aquece o suficiente para aproveitar a piscina do camping. Cada vez mais será possível mergulhar nela, já que a temperatura média tem subido bastante em comparação ao primeiro ano em que fomos para o Uruguai.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Amancay - Parque Nacional Lanin - Mirador Bandurria

Foto: Miriam Mesquita - 18 de janeiro de 2006


A Alstroemeria patagonica é conhecida no Chile como "Amancay del desierto" e na Argentina como "Lirio amarillo". Floresce de dezembro a janeiro e nos meses de fevereiro e março aparecem seus frutos. Seu habitat natural são locais de clima temperado, próximos de cursos de água e com bastante sombra.


Classificação Científica:
Reino: Plantae
Filo: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: liliales
Família: astroemeriaceae
Gênero: Alstroemeria
Fonte: Wikipédia

Rosa Mosqueta - Parque Nacional Nahuel Huapi - Argentina

Foto: Miriam Mesquita - 12 de janeiro de 2006

A rosa mosqueta ou mosqueta (Rosa eglanteria, sinónimo Rosa rubiginosa) é um arbusto silvestre da família das rosáceas.
É uma planta nativa da Europa, cultivada em todo o Reino Unido, mas também se encontra em estado silvestre na região sul da Cordilheira dos Andes, tanto no Chile como na Argentina.
A floração se produz apenas uma vez por temporada; os frutos são utilizados na fabricação de doces e geléias e o óleo, extraído das sementes, é usado na cosmética industrial e artesanal por suas propriedades emolientes e cicatrizantes.

Classificação Científica:

Reino: Plantae
Filo: Magnoliphyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
sub-família: Rosoideae
Tribu: Roseae
Gênero: Rosa
Espécie: R. eglanteria
Nome binomial: Rosa eglanteria
Fonte: wikipédia

Piche ou Tatu - Bajo Caracoles - Argentina

Foto: Carlos Eduardo Pimpão - 06 de janeiro de 2007
Zaedyus pichiy

O piche, ou tatu, habita o sul da Argentina e Chile, da região patagônica até o estreito de Magalhães.
Acredita-se que é originário da Patagônia argentina e que tenha sido introduzido no Chile pelo homem, onde se reproduziu sem inconvenientes e de forma natural. Os piches são avistados ao cruzar as rodovias patagônicas.
एल्स medem até 30 cm e têm uma altura de, aproximadamente, 12 cm; seu peso médio é de 900g . Habitam as regiões secas da Patagônia onde cavam buracos não muito profundos para se proteger durante o dia. Diante de qualquer ameaça, os piches se ocultam dentro da carapaça e se escondem junto ao solo. No inverno entram em um tipo de hibernação dentro de suas tocas até o início da primavera. Sua dieta é composta por insetos e pequenos vertebrados, como lagartixas e roedores. Ocasionalmente consomem também vegetais e musgos. A fêmea pari 2 a 3 filhotes depois de sessenta dias de gestação. As crias se alimentam por sí mesmas a partir da sexta semana e amadurecem sexualmente entre os nove e doze meses.
A caça ao piche é uma atividade relativamente freqüente na Patagônia, onde muitas pessoas apreciam sua carne.
A baixa densidade humana na região permite que o piche não esteja sob ameaça de extinção como outras espécies de tatus que habitam regiões mais povoadas.
Classificação científica:

Reino: अनिमलिया
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Xenarthra
Família: Dasypodidae
Gênero: Zaedyus
Espécie: Z. pichiy
Nome binomial: Zaedyus pichiy

Fonte: Wikipédia

Pinguineira Punta Tombo - Argentina

Avistar pingüins em nossa viagem de férias foi uma das passagens mais impressionantes. Só o fato de avistar animais nativos, os que fazem parte da paisagem e não introduzidos, já é por si algo inusitado.
A Reserva Nacional de Punta Tombo é um desses lugares em que poucos têm o privilégio de chegar, não por restrições da administração dos parques nacionais, mas pela falta de informação de que é possível chegar a um local tão fantástico.

Punta Tombo é a maior reserva continental de pinguins Sphenicus magellanicus ou Maggallanes como é denominada na Argentina. A área abriga cerca de meio milhão de pingüins que aí chegam no mês de setembro para procriar.













As fotos mostram os ninhos construídos sob arbustos ou em pequenos buracos cavados com as próprias patas. Eles permanecem em Punta Tombo até o mês de março, quando os filhotes perdem a penugem, impermeabilizam a pele e aprendem a nadar.

São identificados pelas listras pretas no pescoço, já que na Argentina habitam oito das 17 espécies de pingüins existentes no mundo.


Enquanto visitávamos Punta Tombo, soubemos do trabalho de um grupo de cientistas norte-americanos que levanta dados para identificar como a presença dos turistas pode estar ameaçando a reserva. Eles trabalham em convênio com o governo da província de Chubut e, ao passarmos por eles, pudemos ouvir parte da conversa onde era sugerida a restrição do acesso aos turistas.
Quem quiser ter a oportunidade de andar em meio aos pingüins deve se apressar.
Sem dúvida Punta Tombo é um desses lugares “únicos en el mundo”...

Fotos: Miriam Mesquita
26 de janeiro de 2007

video

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cardo da Patagônia - Parque Nacional Los Alerces - Argentina


O cardo pertence à família das Asteraceae e cresce em locais rochosos, sobretudo em terrenos barrentos, podendo ser encontrado na forma selvagem ou cultivada em Portugal, nas zonas meridionais e ocidentais do mar Mediterrâneo, no norte da África, nos arquipélagos da Madeira e das Canárias e na Argentina.

Classificação Científica:

Reino: Plantae
Filo: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Gênero: Cynara
Espécie: C. cardunculus
Nome binomial: Cynara cardunculus

Fonte: Wikipédia

Foto: Miriam Mesquita
11 de janeiro de 2006

Lupino



O lupino (Lupinus polyphyllus) é uma planta ornamental que tem escapado freqüentemente ao cultivo, convertendo-se em silvestre. Originária do noroeste da América, é comum na Patagônia e Terra do Fogo, onde foi introduzida por seus primeiros colonizadores brancos, em sua maioria europeus, que a trouxeram como ornamento para seus jardins. A floração ocorre no verão.

Foto: Miriam Mesquita
06 de janeiro de 2006
Camping Cirse - Bariloche - Argentina



Clasificação científica:

Reino: Plantae
Filo: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Subfamília: Faboideae
Tribu: Genisteae
Género: Lupinus
Subgénero: Platycarpos
Espécie: L. polyphyllus
Nome binomial: Lupinus polyphyllus

Fonte: Wikipédia

Mara Patagônica - Península Valdez - Argentina


Foto: Miriam Mesquita - 27 de janeiro de 2007


Dolichotis patagonum

A mara patagônica é um roedor relativamente grande, também conhecida como "Lebre patagônica" ou "Lebre criolla" ainda que não pertença a tal ordem. Seu peso médio é de 8 kg, con exemplares de até 16 kg.Vive na Patagônia, região sul da Argentina, especialmente en estepes semi-áridas e desertos de arbustos espinhosos. Alimenta-se de pasto e outras ervas.

A estrutura social da mara se define por sua condição monógama, pouco comum entre os roedores, se unindo com o mesmo parceiro por toda vida. O macho sempre segue a fêmea, protegendo-a dos rivais e de predadores. Passam a maior parte do tempo com seu par, viajando juntos. Ocasionalmente se mobilizam em grandes grupos, de 70 ou mais indivíduos, em migrações a regiões lacustres, onde o alimento é abundante. São animais de atividade diurna. As maras têm habitualmente duas crias, com 3 a 4 gestações anuais que duram, cada uma, 77 dias.

A população selvagem está diminuindo, mas não está em perigo de extinção. Nas províncias patagônicas a Mara é uma espécie protegida.

Clasificação científica:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Rodentia
Família: Caviidae
Gênero: Dolichotis
Espécie: Dolichotis patagonum

Fonte: Wikipédia

Glaciar Perito Moreno

Visitar uma geleira, especificamente o "Glaciar Perito Moreno", era um sonho alimentado pelo Carlos Eduardo, meu marido, há alguns anos. Sob o vidro de nossa mesinha de centro repousa a foto impressa na caixa de um quebra-cabeças presenteado às filhas.

Chegar à Bariloche, como começamos a fazer em nossas férias, parecia o limite até que divisamos a possibilidade de tentar chegar à Ushuaia, à Terra do Fogo, ao fim do mundo...
Foi no exame do trajeto no mapa que vimos que o Parque Nacional Los Glaciares estaria em nosso caminho e quando soubemos que o sonho seria realizado.




O "Glaciar Perito Moreno", segundo informações do próprio parque, tem uma extensão de 195 km quadrados e resiste há mais de 30 mil anos. Segundo fontes encontradas na internet, é a única geleira, no mundo, que continua crescendo.
O Parque Nacional Los Glaciares, declarado Patrimônio Mundial pela Unesco, abriga 247 geleiras. Dizem que o “Perito Moreno” não é o maior nem o mais bonito deles, mas o mais famoso pela facilidade de acesso.
Pra nós, foi o que podemos expressar como “a visão mais impressionante de nossas vidas...” Mais um lugar “único en el mundo”.
Fotos: Miriam Mesquita
07 de janeiro de 2007

domingo, 12 de abril de 2009

Camping de La Cerveceria - El Bolsón






O Camping de La Cerveceria, em El Bolsón, fica na entrada da cidade, vindo de Bariloche. Existem placas indicativas e fica à direita, na Rodovia.
O local oferece banheiros muito limpos, lotes com energia elétrica, duchas quentes e até wi-fi.
Quem fica hospedado no Camping compra 1 litro de cerveja artesanal pelo preço de 3/4 ou 750 ml.

Preço da estadia em março de 2009: 40 pesos argentinos = R$ 26,00 (preço para duas pessoas + o veículo).










Fotos:
Carlos Eduardo Pimpão
07 de março de 2009

Camping e Amigos


Scott e Violeta: um casal canadense que conhecemos no Camping de la Cerveceria, em El Bolsón, sul da Argentina, em 2009.
Eles compraram esta Kombi, modelo Westphalia, no Chile, por US$ 5 000,00 e já estavam percorrendo a América do Sul há um ano.
Nos contaram que ficaram meses na Praia do Rosa, em Florianópolis, e que amaram os brasileiros.
Típico casal de aventureiros que encontramos em nossas viagens à Patagônia...
Ah, ia esquecendo, a Kombi se chama Estrellita.

As vantagens do Camping

Viajar de carro e hospedar-se em campings não é apenas uma opção barata, é também uma forma de fazer amigos, de estar junto à natureza e de colocar em prática uma nova filosofia de vida.

Uma das coisas mais inusitadas de nossa viagem feita em março de 2009 foi sentir o cheiro de sol impregnado em minha toalha de banho. De início tomei um susto. Não reconheci aquele cheiro e temi que fosse das churrasqueiras do camping mas, depois, minha memória olfativa remeteu-me à infância. Tentei calcular quantos anos se passaram desde que havia sentido aquele aroma pela última vez.

O prazer foi indescritível... e me espanta tê-lo alcançado com algo tão corriqueiro. A vida em apartamentos e a facilidade das secadoras me roubaram esta sensação.


Preço da Gasolina


Preço por litro da gasolina em março de 2009:

Brasil: R$ 2,44 a R$ 2,67
(menor preço: Osório - maior preço: Chuí)

Uruguai: R$ 2,34 a R$ 2,39
(menor preço: Punta del Este - maior preço: Mercedes)

Argentina: R$ 1,81 a R$ 2,45
(menor preço: Luján - maior preço: Puelches)

Argentina (abaixo de Bariloche): R$ 1,06 a R$ 1,19
(menor preço: Esquel - maior preço: El Bolsón)

Valor da Moeda

Valor do peso argentino em março de 2009: R$ 0,63
Valor do dólar em março de 2009: R$ 2,25

Parque Nacional Torres del Paine - Chile

Ouvi falar em Torres del Paine, pela primeira vez, através do nosso amigo, Cascatinha, dono de uma Kombi-safari, e que conhecemos em nossa primeira viagem, em 2004, na travessia do Rio da Prata. O guia que Cascatinha trazia consigo descrevia Torres del Paine como um paraíso. Falava de torres de pedra que mudavam de cor conforme se comportava a luz do sol. A foto que vi no livro despertou fascínio e, ao mesmo tempo, incredulidade. Seria mesmo possível existir lugar de tamanha beleza? Torres del Paine é muito mais que a descrição do guia, mais do que possam mostrar as fotos, mais que qualquer palavra que use para expressar minha impressão.




A luz do sol não só causa o efeito nas “torres” e nos “cuernos”, como também pincela a paisagem de acordo com a sua vontade.

Os lagos intercalam cores semelhantes às de pedras preciosas. À noite, exatamente à meia-noite, todas as luzes se apagam e o espetáculo pode ser visto no céu: o contorno da via-láctea, estrelas cadentes, satélites e outros pontos luminosos nunca vistos antes. A energia elétrica no Parque Nacional é fornecida por geradores, por isso, ao desligá-los, reinam o silêncio e a escuridão da noite.




Dezenas de guanacos enfeitam a paisagem e despertam aquele sentimento gostoso de quando estamos perto de um animal de estimação. O vento constante é a única música que se ouve.
Os campings e hosterias do Parque estão sempre lotados mas é como se fosse deserto, tamanho o respeito pelo silêncio, como se fosse sacrilégio deixar de introspectar-se naquele cenário. Os europeus descobriram a Patagônia e os idiomas se confundem, causando uma estranha sensação de estar em algum lugar fora do planeta.




Enfim, Torres del Paine é o lugar mais belo em que já estive, em todos os sentidos estéticos. Um lugar onde se compreende que somos parte da natureza de Deus e que precisamos restaurar o belo que existe em nós...

(fotos: Miriam Mesquita e Carlos Eduardo Pimpão - 12 a 15 de janeiro de 2007)




Ñandu de Darwin - Torres del Paine - Chile


(foto: Miriam Mesquita - 15 de janeiro de 2007)

Ñandu de Darwin - Rhea pennata

O ñandú de Darwin, suri, ñandú del norte, choique, ñandú petiso, ou ñandú cordillerano (Pterocnemia pennata, sin. Rhea pennata) é uma ave voadora nativa da américa do sul. Habita em zonas altas, de até 4500 msnm, da Cordilheira dos Andes. Sua altura fica entre 90 e 100 cm, com asas bem desenvolvidas, o que lhe permite ser um grande corredor, alcançando velocidades de até 60 km/h. As garras afiadas dos dedos dos pés são armas muito eficazes.

Os machos desta espécie são muito agressivos quando estão chocando os ovos. As fêmeas põem os ovos perto do ninho e não dentro dele. A maioria dos ovos são colocados no ninho pelo macho. Alguns são deixados de fora para apodrecer e atrair moscas, necessárias para alimentar os filhotes. Fora do peíodo de cria, os Ñandus de Darwin são bastante sociáveis: vivem em grupos de 5 a 30 aves, de diferentes sexo e idade.

A Rhea pennata está clasificada como em perigo de extinção. Dois motivos são apontados: o avanço da fronteira agrícola e de criação de gado, que invade seu habitat natural, e a caça indiscriminada a fim de extrair o couro e as penas para exportação.Outros fatores que devastam a espécie são a comercialização de sua apreciada carne, baixa em colesterol, o uso da gordura para fins medicinais e a construção de estradas nas regiões mais altas dos Andes.

Classificação científica:

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Struthioniformes
Família: Rheidae
Gênero: Rhea Gray
Espécie: R. pennata
Nome binomial: Rhea pennata

sábado, 11 de abril de 2009

"Muito do que você vê e verá neste blog deixará de existir. Não perca tempo! Conheça a Patagônia."


Até a década de 80 existiam várias geleiras em torno do Lanín. Hoje, até a camada de gelo sobre o vulcão, que chegava a ter até 8m, está desaparecendo.
(foto: Miriam Mesquita - 02 de fevereiro de 2008)

Vulcão Lanin - significado do nome e localização

Segundo o dicionário Mapuche-Espanhol, da Editora Caleuche, Lanín significa "afundamos", o que pode significar afundar na neve ou nas cinzas do vulcão. Outro significado atribuído à Lanin é "Roca Muerta", porque os mapuches acreditavam que sobre o vulcão moravam espíritos perversos que matavam aqueles que se atreviam a subi-lo.

O primeiro europeu a conhecer o Lanin, em 1782, teria sido o expedicionário, Basilio Villarino, capitão da Marinha Real Espanhola que viajou ao redor da ponta sul da América do Sul. Basilio Villarino publicou, em 1837, o livro "Diário da Navegação Empreendida em 1781, a partir de Rio Negro, para reconhecer a Bahia de Todos os Santos, as Ilhas de Bom Sucesso e o deságue do Rio Colorado".

(fonte: Wikipédia)

(foto: Miriam Mesquita - 17 de janeiro de 2006)

O Vulcão Lanin tem exatos 3.776 metros acima do nível do mar. Está no cinturão de fogo do Pacífico mas não registra atividade desde o século XVIII.

Fazendo parte da Cordilheira dos Andes, localiza-se no limite entre Argentina e Chile, dentro do Parque Nacional Lanin, no lado Argentino, e do Parque Nacional Villarica, no lado chileno. O Paso Internacional "Mamuil Malal" une as cidades de Pucón (Chile) e Junín de Los Andes (Argentina).
O Lanín pode ser visto de uma distância de até 200 km, em função de sua altura em relação às montanhas que o cercam.
O Vulcão Lanín fica na cidade de Junín de Los Andes, a mais antiga da Província de Neuquén, onde se preserva a herança mapuche através da cultura e do artesanato. Fundada em 1883, se encontra a a 387 km da capital da Província e a 1609 km da capital federal, Buenos Aires.

Vulcão Lanin - Junin de Los Andes - Argentina


(foto: Carlos Eduardo Pimpão - 16 de janeiro de 2006)
Em janeiro de 2006, o Vulcão Lanin era uma das primeiras visões da Cordilheira dos Andes, na chegada a Bariloche, Argentina. Sobre seus imponenentes 3 800 msnm repousava uma impressionante camada de neve, protegida do degelo pela temperatura amena da altitude.
Já em 2008, a decepção foi indescritível ao nos depararmos com o cume do vulcão apenas com uma pequena quantidade de neve. Reflexo das temperaturas em torno de 35º no mês de janeiro.
(foto: Miriam Mesquita - 02 de fevereiro de 2008)



Clique no mapa para ampliar e veja a localização do Vulcão Lanin, do Parque Nacional onde está localizado e da cidade de Junín de los Andes.